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16 e 23 de junho
Seminário: A NARCOSE DO DESEJO: DEPRESSÀO E MELANCOLIA
com Waieser Bastos
Horário: 15:00h. às 17:00h. (sábado)
Valor: R$ 40,00
Local: sede da Escola (Rua São Bento, 257 – Gloria)
Número de vagas: 15
Informações: 8114 1457 ou 3671 9036
Sinopse:
Freud ao escrever o “Narcisismo uma Introdução” (1914) constrói um prolongamento clínico através de Luto e Melancolia (1915/17), nesse aspecto é possível á Freud realizar a conjunção entre teoria e prática, já que a dor de existir dos deprimidos e melancólicos é um mergulho na bile negra em que os narcisistas convictos visam. Elevado até o campo da ética por Lacan (1993) apoiado em Spinoza afirma que o deprimido é aquele que recua ante o dever ético de bem dizer o desejo. Neste seminário propomos uma investigação clínica dos apontamentos freudianos no que se refere à psicopatologia dessas duas estruturas clínicas (depressão e melancolia). Tentado levantar algumas hipóteses quanto a esses dois tipos clínicos, trataremos de rever a incidência dos imperativos de ser feliz que comandam a atualidade. Seria a depressão uma invenção da indústria química que visa à produção de neurolepicos em larga escala? Será que a economia (dinheiro) se tornou o capital da libido? Em fim o que ocasiona o escoamento libidinal do objeto externo para o eu? Seria o Narcisismo maligno?
7 e 21 de julho
Seminário: CLÍNICA DAS PSICOSES: O CASO SCHEREBER
com Waieser Bastos
Horário: 15:00h. às 17:00h. (sábado)
Valor: R$ 40,00
Local: sede da Escola
Número de vagas: 15
Sinopse:
O caso Schereber não é um caso freudiano propriamente dito, pois Freud não o analisou. No entanto, soube transformar um caso de paranóia num clássico contemporâneo. Neste seminário pretendemos fazer uma ré-visitação aos escritos freudianos, no que diz respeito à montagem clínica do caso: O relato, o diagnóstico e a análise de Freud a respeito do mesmo. Apoiado no retorno á Freud feito por Lacan, trabalharemos os conceitos de forclusão, nome do pai, a noção de gozo e a incidência da idéia de objeto “a” feito por Lacan. Tal incidência é uma tentativa de mostrar dois momentos cruciais na clínica das neuroses e das psicoses. A primeira trata da diferença do destacamento do objeto “a” no campo do Outro. Tal destacamento implica na inconsistência do grande Outro, fato que situa este objeto como perdido para sempre, idéia esta já existente na obra freudiana, logo, é exatamente por faltar esse objeto que o neurótico se queixa. Na psicose não há tal destacamento, pois o objeto está colado no Outro, não se perdeu. Nesse caso, este objeto pode reluzir no olhar de alguém no qual o paranóico se percebe olhado. Estaria este objeto no olhar do Outro? Na voz do Outro? O que importa nesse caso clínico é a transformação em mulher de Deus que Schereber encena em seus delírios, pois ao ser penetrado pelos raios de sol, o mesmo sente uma melhora espetacular, fato que viabiliza sua alta médica e o retorno para casa. Pergunto: Não seriam os raios divinos o destacamento do objeto “a” no campo do Outro, fato que revela a inconsistência do grande Outro? São estes questionamentos clínicos que serão discutidos nesse seminário.
4 de agosto
Seminário: NEUROSE OBSESSIVA EM MULHERES: O PARADIGMA DA PÓS-
MODERNIDADE
com Waieser Bastos
(Trabalho apresentado no XII Congresso de Psicanálise da Universidade Federal do Ceará-UFC, 2007)
Horário: 15:00h. às 17:00h. (sábado)
Valor: R$ 40,00
Local: sede da Escola
Número de vagas: 15
Sinopse
O que deseja uma mulher obsessiva quando faz de seu sintoma o paradigma da pós-modernidade? Tentando analisar este questionamento, o autor desse trabalho faz um estudo sobre as novas formas de existir da mulher contemporânea, nesse caso, o trabalho que será exposto pretende interrogar o cenário pós-moderno para o qual as mulheres se inscrevem na atualidade, no qual contribui para reativar uma estrutura clínica que outrora era comum ao universo masculino, como era com a histeria em mulheres, onde havia uma alta incidência dessa neurose na época vitoriana. Nesse aspecto insistimos em uma interrogação. Será essa estratégia da mulher obsessiva uma nova política sintomática do nosso século? Se a histérica fazia de seu sintoma um ato político, que tipo de política faz a mulher obsessiva para se inscrever na civilização? Trata-se de uma migração sintomática que encontra lugar na cultura pós-moderna? O que pode um analista diante dessa demanda clínica?
2 de junho
Seminário: A INTERPRETAÇÃO
com Laéria Fontenele
Psicanalista do Corpo Freudiano, Seção Fortaleza
15 e 29 de setembro
Seminário: A CLÍNICA DO SUJEITO FÓBICO
com Waieser Bastos
Horário: 15:00h. às 17:00h. (sábado)
Valor: R$ 40,00
Local: sede da Escola
Números de Vagas:
Sinopse
Por que o fóbico delimita seu espaço na ausência de um parceiro e possibilita o acesso a este mesmo espaço na presença de um parceiro que queira atravessá-lo por espaços que sozinho o sujeito fóbico não se atreveria a passar? Se nos ativermos a essa questão que será levantada nesse seminário, perceberemos que Freud (1920) se atentou para um jogo que seu neto realizava na ausência de sua mãe, fato que o levou a nomeá-lo de jogo do fort-da (longe-aqui). Em além do Principio de Prazer (1920), Freud descreve a brincadeira de carretel que seu neto realizava, e logo percebeu que se tratava de simbolizar uma ausência através da presença de um objeto (carretel) que era lançado num movimento de ida e vinda do mesmo. Esse jogo seria a construção de um espaço subjetivo com fins de suportar o vazio no espaço deixado pela ausência da mãe?
Seria esta capacidade subjetiva de se lançar no vazio que falta ao fóbico? Seria o parceiro que o atravessa que preencheria esse vazio no espaço? No segundo momento do seminário teceremos alguns comentários sobre o caso do pequeno Hans apoiado na leitura do Seminário IV de Jacques Lacan. Em fim seria o fóbico um arquiteto á medida que visa à construção de um cercamento com fins de barrar o Outro que lhe impõe medo? Eis as questões que serão trabalhadas nesse seminário?
13 e 27 de outubro
Seminário: EDUCAÇÃO: UM SINTOMA PÓS-MODERNO
com Waieser Bastos
Horário: 15:00h. às 17:00h. (sábado)
Valor:R$ 40,00
Local: sede da Escola
Números de Vagas: 15
Sinopse
Esse trabalho visa realizar uma discussão psicanalítica em torno da constituição do saber e as fórmulas psico-pedagógicas de olhar o fracasso escolar na atualidade. Partindo da idéia de nomeação, o artigo questiona a posição moral de determinadas instituições de ensino que visam supliciar o discente através do controle efetivo das atividades escolares. Apoiado pela psicanálise, nos orientamos a partir na leitura freudiana de Totem e Tabu (1913) a fim de seguir a via regia que dá acesso as implicações subjetivas desse sujeito que é etiquetado por esta representação totêmica, pela qual conhecemos como fracasso escolar. Nesse caso, este trabalho possibilita que esse sujeito faça um questionamento da própria posição assumida diante de um Outro que toma o saber como um tabu à não ser ultrapassado. Seria esse Outro uma metáfora do pai totêmico da horda primitiva? Analisar a relação de saber e poder a luz de Totem e Tabu (1913) é em si criar parâmetros analíticos para responder os impasses sintomáticos no campo da educação. Outro ponto a ser discutido no artigo visa possibilitar a articulação entre as quatro mais uma condições de análise no campo da educação, onde se permite avaliar a relação sintomática existente nestas cinco categorias de apreensão do conhecimento.
10 e 24 de novembro
Seminário: O PIOR DO PAI: SUPEREU
com Waieser Bastos
Horário: 15:00h. às 17:00h. (sábado)
Valor:R$ 40,00
Local: sede da Escola
Números de Vagas: 15
Sinopse
Freud retrata a une-presença do Supereu em vários artigos da sua metapsicologia. Em Totem e Tabu (1909), já é possível vislumbrar a presença da lei que rege as normas na fatria. O assassinato do pai da horda redimensiona o lugar do pai na cultura, ou seja, o pai simbólico é aquele que une o desejo a lei. No entanto, há um resto dessa operação que escapa a lei do pai. A isso Freud denomina “supereu”, instancia que vigia e pune o sujeito pelo assassinato ocorrido, nesse caso, o pior do pai retorna como resto de real com fins de sentenciar o eu. Na neurose, o “eu” se constitui por uma culpa primordial, fato que possibilita ao “eu” um pedido de desculpa á ferocidade do supereu. Seria por este fato notório que o neurótico se sente culpado antes mesmo de realizar um ato culposo? Questões como estas, serão debatidas nesse seminário. E na psicose qual é a ação do supereu? Nesse caso, o “eu” não é perdoado, já que para esta instancia o perdão perdoável não é perdão é condição. É exatamente por esse fato que o pior do pai retorna como resto de real para punir implacavelmente o sujeito. Sendo invadido pelas vozes do supereu, o psicótico se sente desabonado do inconsciente já que a operação do recalque não foi muito bem sucedida, fato que impossibilita as formações do inconsciente. Logo se pergunta: Qual a direção do tratamento na psicose? Em fim o seminário trabalhará essas questões apoiado na obra freudiana.
CLÍNICAS PSICOSSOCIAIS
O projeto das clínicas psicossociais fomenta uma rede de atendimento clínico através dos profissionais engajados no grupo de trabalho. Apoiado no tripé que sustenta o embasamento clínico no campo freudiano, esta atividade clínica visa criar na cidade de Manaus uma demanda de atendimento clínico baseado na noção de transferência, já que não há contato intersubjetivo fora desse lugar, nesse caso, só há transferência se a queixa passar pela demanda de análise. A idéia central dessa atividade é de possibilitar o acesso àqueles que desejam passar pela experiência de analise como uma questão ética, já que não há meios de se alcançar a dimensão subjetiva sem análise pessoal.
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